Na Rede Municipal de Ensino de São Paulo (RME-SP), a Avaliação Diagnóstica (muitas vezes chamada de Sondagem, especialmente na alfabetização) é o ponto de partida pedagógico. Ela não serve para dar nota, mas sim para mapear o que o estudante já sabe e o que ainda precisa aprender, reorientando o planejamento dos professores e da escola.
Aqui está um resumo de como esse processo funciona na capital paulista:
1. O que é a Sondagem?
Focada principalmente no Ciclo de Alfabetização (1º ao 3º ano), a sondagem é uma atividade individual onde o professor observa as hipóteses de escrita da criança.
- Objetivo: Identificar em qual fase da escrita o aluno se encontra (Pré-silábica, Silábica sem valor sonoro, Silábica com valor sonoro, Silábico-alfabética ou Alfabética).
- Frequência: Geralmente realizada quatro vezes ao ano (uma por bimestre) para acompanhar a evolução.
2. Avaliações Diagnósticas de Rede
Além da sondagem de escrita, a Prefeitura utiliza instrumentos padronizados para outros anos e componentes curriculares (como Matemática).
- Início do Ano Letivo: É realizada para identificar as “lacunas” deixadas no ano anterior.
- SGP (Sistema de Gestão Pedagógica): Os dados coletados são inseridos no sistema digital da prefeitura. Isso permite que a SME (Secretaria Municipal de Educação) tenha um mapa real da aprendizagem em toda a cidade.
3. Os Pilares da Avaliação na RME-SP
A prefeitura orienta que a avaliação diagnóstica siga três princípios:
| Pilar | Descrição |
| Intencionalidade | O professor sabe exatamente qual habilidade do Currículo da Cidade está testando. |
| Humanização | O erro é visto como um degrau no processo de aprendizagem, não como fracasso. |
| Ação Pedagógica | O resultado deve gerar uma mudança no planejamento. Se a sala não domina um conceito, o professor precisa retomar. |
Importante: Na RME-SP, a avaliação diagnóstica é o que sustenta os Agrupamentos Produtivos. Ao saber o nível de cada aluno, o professor consegue unir crianças com saberes próximos para que uma ajude a outra a avançar.