No dia 29 de agosto, o pavilhão da Bienal Internacional do Livro de São Paulo provou que o maior evento literário do país também é o lugar de todas as artes. Na ocasião, o estande institucional da Secretaria Municipal de Educação (SME) transformou-se em um palco vibrante para receber o talento das unidades educacionais da Zona Leste, sob a coordenação e o orgulho da Diretoria Regional de Educação (DRE) São Miguel.
A Potência Cultural da EMEF CEU Três Pontes
O grande destaque da programação regional ficou por conta das dançarinas da EMEF CEU Três Pontes. A unidade levou para o evento uma delegação que emocionou o público ao traduzir a pluralidade e a riqueza pedagógica da escola pública através do movimento corporal.
O grupo se apresentou com um repertório técnico e expressivo que passeou por três vertentes da arte do movimento:
- Balé Clássico: Trazendo a leveza, a disciplina e a técnica tradicional;
- Jazz: Esbanjando energia, ritmo e expressividade moderna;
- Dança Contemporânea: Marcada pela liberdade de expressão, intensidade e reflexão cênica.
Integração de Gerações no Palco da Bienal
Mais do que a beleza técnica das coreografias, o que verdadeiramente encantou os visitantes da Bienal foi o caráter inclusivo e intergeracional do projeto. O palco uniu, no mesmo compasso, a juventude das alunas do Ensino Fundamental e a determinação das estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Essa união de diferentes faixas etárias mostrou a força da comunidade do CEU Três Pontes e reforçou a mensagem de que o acesso à arte, à cultura e à educação não tem idade. As estudantes da EJA, em especial, simbolizaram a superação e o direito de ocupar espaços culturais de visibilidade internacional de forma digna e protagonista.
Visibilidade e Reconhecimento para a Zona Leste
A apresentação na Bienal do Livro coroa o intenso trabalho desenvolvido cotidianamente nas oficinas de contraturno e nas atividades integradas dos CEUs da DRE São Miguel. Ao levar a produção cultural da periferia para o centro de um grande evento de massa, a iniciativa cumpre o papel de valorizar a autoestima dos estudantes, combater preconceitos e mostrar a excelência do trabalho artístico construído dentro das escolas municipais de São Paulo.

