Educadoras Italianas Visitam Parques Sonoros da Rede Municipal de São Paulo

Intercâmbio internacional entre o Brasil e a Itália destaca o protagonismo infantil e a inovação em espaços lúdico-pedagógicos de Educação Infantil.

Na última terça-feira, 24 de fevereiro, a Rede Municipal de Ensino (RME) de São Paulo recebeu as pesquisadoras e educadoras italianas Agnese Infantino e Franca Zuccoli para uma visita técnica aos Parques Sonoros de três unidades de Educação Infantil da capital. O encontro promoveu um rico diálogo cultural, apresentando às docentes estrangeiras as metodologias de aprendizagem ao ar livre e as diversas possibilidades de expressão e exploração sensorial desenvolvidas com as crianças pequenas na rede pública paulistana.

As professoras são docentes renomadas na Itália e participam ativamente do projeto de pesquisa transnacional intitulado “Interlocução entre arte e ciências da educação na formação de docentes das crianças de zero a dez anos de idade: contribuições da educação infantil para a escola e vice-versa, da escola para a educação infantil”. A agenda integra um programa de intercâmbio científico de doutorado internacional entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de Milão-Bicocca (Unimib), sob a coordenação geral da livre-docente brasileira, professora doutora Ana Lúcia Goulart de Faria.

Roteiro Pedagógico e Estruturas Visadas

  • CEU Vila Curuçá (DRE São Miguel): No período da manhã, a comitiva conheceu duas realidades distintas de Parques Sonoros dentro do mesmo complexo educacional. Na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), o parque de instrumentos alternativos foi integralmente idealizado e confeccionado pelas educadoras locais; o espaço transcende os muros escolares, ficando aberto à livre experimentação de toda a comunidade que circula pelo CEU. Já no Centro de Educação Infantil (CEI), a estrutura atende de forma exclusiva e protegida as cerca de 300 crianças de 0 a 3 anos matriculadas na unidade.
  • EMEI Dona Leopoldina (DRE Pirituba): À tarde, a visita estendeu-se à unidade que é pioneira no conceito, mantendo seu parque sonoro em pleno funcionamento desde 2013. Além do foco na musicalização e na acústica lúdica, as pesquisadoras mapearam outros espaços inovadores de convivência da escola. Chamaram a atenção a horta comunitária, uma pista de corrida com estacionamento próprio para triciclos, a “sala verde” — um espaço de leitura ao ar livre construído com paredes ecológicas de pau a pique —, além de uma quadra e um playground cujos layouts foram projetados de forma participativa pelos próprios alunos.

Iniciativas de intercâmbio como esta chancelam a relevância da pedagogia da infância praticada na rede de São Paulo, destacando a transformação dos pátios escolares em territórios dinâmicos de criatividade, autonomia e arte.